terça-feira, 16 de abril de 2013

Exame preventivo da próstata.



Exame preventivo da próstata.
Como vai sua próstata?
As principais doenças que acometem a próstata são:
Description: As principais doenças que acometem a próstata.
São três as principais doenças que acometem a próstata:
  • Hipertrofia Benigna da Próstata (HPB) – que representa o crescimento de um adenoma (tumor benigno), em uma das partes da glândula;
  • Processos inflamatórios e infecciosos - as chamados prostatites;
  • Câncer da Próstata.
A próstata é uma glândula masculina, que pesa cerca de 20 gramas, e secreta fluidos que compõem parte do sêmen.
Localiza-se logo abaixo da bexiga, envolvendo uma parte da uretra.

Hipertrofia Benigna da Próstata (HPB):
É a doença mais comum do homem.
Representa o crescimento nodular de uma das regiões da próstata. Sua incidência aumenta progressivamente com a idade, ocorrendo em 40 % dos homens a partir dos 50 anos e em 90 % daqueles com 80 anos.
O crescimento da próstata comprime a uretra, causando obstrução mecânica ao fluxo da urina, o que leva à dificuldade para urinar. A urina estagnada na bexiga favorece o surgimento de infecção urinária e formação de cálculos.
O esforço para urinar, em conseqüência da obstrução ao fluxo urinário, aumenta a pressão no interior da bexiga e provoca o aumento de suas camadas musculares. O aumento da pressão dentro da bexiga se transmite aos ureteres e aos rins, podendo levar à doença chamada hidronefrose e culminar com um quadro de insuficiência renal.

Description: Obstrução do fluxo urinário.

Os sintomas da Hipertrofia Benigna da Próstata podem ser divididos em dois grandes grupos:
  • Sintomas Obstrutivos, decorrentes da obstrução ao fluxo urinário, tais como: diminuição da força do jato urinário; esforço para urinar; interrupção do jato durante a micção; gotejamento; sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.
  • Sintomas Irritativos, devidos à irritabilidade da bexiga : urgência para urinar; dor no baixo ventre; diversas nicções noturnas; diversas micções, em um curto espaço de tempo, com saída de pequena quantidade de urina em cada uma delas.
Também pode ocorrer sangramento junto com a urina e infecção urinária.
No Exame Físico, é imprescindível o Toque Retal que fornece informações sobre o volume, consistência, presença de irregularidades, limites, sensibilidade e mobilidade da próstata.
Description: Toque retal.

O Exame de Urina evidencia a presença de sangramento e/ou infecções.

Exames de Sangue, tais como: uréia e creatinina, permitem avaliar o comprometimento da função renal. A dosagem do PSA (uma proteína chamada Antígeno Prostático Específico) é importante para a exclusão de possíveis tumores malígnos da próstata.

A Ultra-sonografia permite avaliar a forma e a densidade da próstata, bem como a presença de resíduo elevado de urina na bexiga, após a micção.

A Urografia Excretora tem sua indicação quando ocorrer sangramento na urina e como complemento para melhor avaliação de alterações observadas na ultra-sonografia.

Quando necessário podem ser realizados ainda:

Uretrocistografia - exame radiológico, com introdução de contraste através da uretra.

Uretrocistoscopia - exame que permite a visão da uretra e bexiga, através de instrumentos óticos introduzidos pela uretra.

Biópsia da Próstata - coleta de fragmentos do tecido prostático, através de punção trans-retal.

Estudo Urodinâmico - avaliação das contrações da bexiga e alterações do fluxo urinário durante a micção.

O tratamento da HPB pode ser clínico ou cirúrgico. A seleção do tratamento é feita tendo em vista as condições clínicas do paciente, os danos causados ao aparelho urinário e a gravidade dos sintomas.

Pacientes com sintomas leves e sem complicações devem ser observados, com acompanhamento anual.

Nos pacientes com sintomas moderados está indicado o tratamento medicamentoso.

Em pacientes com sintomas graves, o tratamento cirúrgico é a opção recomendada.

O tratamento cirúrgico padrão da obstrução do fluxo urinário por HPB é a chamada ressecção trans-uretral da próstata ou a prostatectomia supra-púbica.

O tratamento cirúrgico está indicado quando ocorrer:
  • Retenção urinária persistente e refratária ao tratamento clínico.
  • Infecções urinárias freqüentes.
  • Sintomas clínicos graves.
  • Dilatação do sistema urinário.
  • Sangramento urinário persistente.
  • Associação de cálculos ou divertículos na bexiga.
  • Ressecção Trans-uretral da Próstata (RTUP): consiste na retirada de fragmentos do tecido prostático, através de instrumental introduzido pela uretra, desobstruíndo o fluxo urinário.
  • Sendo menos traumática que a cirurgia aberta, propiciando menor tempo de hospitalização e recuperação mais rápida do paciente, é o método de preferência para o tratamento cirúrgico da HPB.

Prostatectomia Supra-púbica: trata-se de cirurgia aberta, onde a retirada do adenoma da próstata é realizado através de uma abertura feita na bexiga.

As indicações da prostatectomia supra-púbica são as seguintes:
  • Próstatas muito volumosas (acima de 80 - 90 g).
  • Presença de divertículos ou cálculos na bexiga.
  • Estenose uretral extensa.
  • Problemas ortopédicos que impossibilitem a colocação do paciente na posição adequada para a RTUP.

Câncer de Próstata

Description: Câncer de próstata.

A freqüência do câncer de próstata aumentou de forma explosiva nos últimos anos, representando, atualmente, o câncer que mais freqüentemente acomete o homem.
Sua incidência aumenta com a idade atingindo quase 50 % dos indivíduos com 80 anos. Todavia, sua evolução é lenta e a grande maioria de seus portadores, provavelmente, virão a falecer de outros motivos que não o câncer de próstata.
A busca do diagnóstico precoce, visando um tratamento curativo, assume fundamental importância e deve ser realizada através de exame preventivo, anual, em todos os homens a partir de 45 anos de idade, independente de apresentarem ou não sintomas. Naqueles que possuem história de incidência de câncer de próstata na família, o exame preventivo deverá ser iniciado aos 40 anos.


Detecção do Carcinoma Prostático:

Toque retal - O exame digital da próstata é o método mais antigo, mais barato e ainda o mais usado para levantar suspeitas de câncer de próstata.

Dosagem do Antígeno Prostático Específico (PSA) - O PSA é uma proteína secretada pela próstata. O aumento da taxa de PSA no sangue, excluídas as causas benignas desse aumento, pode indicar a presença de câncer de próstata. Elevações extremamente expressivas sugerem o comprometimento metastático do tumor.
As causas benignas de aumento do PSA são:
    • Hipertrofia prostática benigna.
    • Massagem prostática recente.
    • Prostatite.
    • Retenção aguda de urina.
    • Biópsia prostática por agulha.
    • Ressecção trans-uretral da próstata.
Ultra-sonografia da Próstata – é um exame ultrassonográfico da próstata, que pode evidenciar o aumento de volume da mesma, alterações de sua consistência e a presença de nódulos.
A Ultra-sonografia trans-retal permite uma avaliação mais acurada da próstata.
Biópsia – é a coleta de fragmentos do tecido prostático, através de punção por uma agulha especial, confirma o diagnóstico da lesão.
O tratamento do câncer de próstata varia de acordo com o tipo de tumor e estágio em que foi diagnosticada a doença.
As diversas possibilidades de tratamento, mais adequadas para cada caso, devem ser discutidas entre médicos e pacientes e compreendem:
    • Prostatectomia radical - retirada cirúrgica de toda a próstata e tecidos linfáticos adjacentes.
    • Bloqueio hormonal - o crescimento do tumor é contido através de terapia medicamentosa.
    • Orquiectomia - o crescimento do tumor é contido através do efeito hormonal provocado pela retirada dos testículos.
    • Radioterapia - está indicada em determinados casos.

Referências:
  • Programa de Educação a Distância de Medicina Familiar e Ambulatorial - PROFAM - Entrega VII, Cap. 54, 2003, IdeoGráfica, Argentina.
  • Medicina Ambulatorial: Condutas de Atenção Primária Baseadas em Evidências, 3ª edição, Bruce B. Duncan, Artmed, 2004.

Data de acesso:16/04/2013

Patologia e diagnóstico-A.V.E.(Acidente Vascular Encefálico)



Patologia e diagnóstico-A.V.E.
AVE - Acidente Vascular Encefálico
O que é:
AVE (Acidente Vascular Encefálico) também conhecido como AVC ( acidente vascular cerebral), e popularmente derrame cerebral, se caracteriza pelo entupimento ou rompimento de algum vaso sanguíneo no cérebro.
Os sintomas e lesões causadas pelo acidente vascular cerebral dependem do tipo de AVE que o indivíduo sofreu e do local onde a veia cerebral se rompeu ou entupiu, e também da idade do indivíduo. Mas quase todos os pacientes apresentam sinais de fraqueza, distúrbios na visão e na fala.
Causas do AVE - Acidente Vascular Encefálico
Vários fatores podem causar um AVE: entre eles estão a má alimentação, hipertensão, problemas cardíacos, diabetes, o uso de álcool e drogas, estresse e o uso de anticoncepcionais.
Tipos de AVE - Acidente Vascular Encefálico
O AVE pode ser de dois tipos:
Isquêmico: Ocorre quando há a interrupção do fluxo sanguíneo em uma região especifica do cérebro. Essa interrupção pode ser causada por um coágulo ou aterosclerose.
Hemorrágico: Este tipo de AVE ocorre quando há sangramento no cérebro, causado pela ruptura de algum vaso sanguíneo.
Sintomas do AVE - Acidente Vascular Encefálico
Fraqueza, distúrbios visuais, distúrbios na fala, dormência, convulsões, paralisia ou dificuldade para se movimentar, visão dupla, tontura, desequilíbrio e incontinência urinária.
Diagnóstico de AVE
O diagnóstico é feito através dos sintomas apresentados pelo paciente. Analises sanguíneas, tomografia computadorizada do encéfalo e ressonância magnética ajudam a confirmar o diagnostico.
Tratamento para AVE - Acidente Vascular Encefálico
O tratamento é feito através de uma equipe multidisciplinar que inclui médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e fonoaudiólogos.
São utilizadas terapias e medicamentos contra coagulação do sangue e para controlar a pressão arterial. Em alguns casos a cirurgia é indicada, para a retirada do coágulo.
Para a reabilitação do indivíduo é importante práticas fisioterápicas que ajudam a restabelecer a força muscular e a coordenação motora, caso haja sequelas.
O psicólogo ajuda o indivíduo a lidar com suas emoções após um acidente vascular encefálico, principalmente se houver sequelas que prejudiquem o seu cotidiano, como paralisias e dificuldades na fala.
Mais sobre este assunto
Data de acesso:16/04/2013

Poesia de Castro Alves-Livros.



Poesia de Castro Alves
Oh! Bendito o que semeia
Livros à mão cheia
E manda o povo pensar!
O livro, caindo n'alma
É germe – que faz a palma,
É chuva – que faz o mar!

O fluxo e o controle da informação no mundo.



O controle da informação.
A revolução da informação
Estados coexistem em um mundo onde autoridades não têm mais o mesmo poder de controle que tinham no passado
O segundo aniversário da Primavera Árabe no Egito foi marcado por tumultos na Praça Tahrir. Muitos observadores temeram que suas projeções otimistas em 2011 fossem frustradas. Parte do problema é que as expectativas foram desvirtuadas por uma alegoria que descrevia os acontecimentos em termos de curto prazo. Se no lugar de "Primavera Árabe" tivéssemos falado de "revoluções árabes", as perspectivas seriam mais realistas. Revoluções se estendem por décadas, não por um determinado período ou anos.
Foi o caso da Revolução Francesa, que teve início em 1789. Quem teria previsto que, dentro de uma década, um obscuro soldado corso levaria o Exército francês até as margens do Rio Nilo ou que as guerras napoleônicas tumultuariam a Europa até 1815? Se pensarmos em termos de revoluções árabes, muitas surpresas ainda virão.
Até agora muitas monarquias árabes tiveram legitimidade, dinheiro e força suficientes para sobreviver às revoltas populares que derrubaram autocratas republicanos seculares, como Hosni Mubarak, do Egito, e Muamar Kadafi, da Líbia, mas esse processo revolucionário teve início há apenas dois anos.
Essas revoluções políticas árabes incorporam um processo mais profundo e mais longo de mudanças radicais que, às vezes, é chamada de revolução da informação. Não conseguimos ainda compreender inteiramente suas implicações, mas ela vem transformando fundamentalmente a natureza do poder no século 21, em que todos os Estados existem num ambiente em que nem mesmo as autoridades mais poderosas dispõem de uma capacidade de controle semelhante à que tinham no passado.
Os governos sempre se preocuparam com o fluxo e o controle da informação e a nossa não foi a primeira a ser fortemente afetada pelas espetaculares mudanças no campo da tecnologia da informação. A imprensa tipográfica de Gutenberg foi importante para a Reforma protestante e para as guerras que se seguiram na Europa. Mas, atualmente, um segmento muito maior da população, seja dentro ou entre países, tem acesso ao poder que deriva da informação.
Custos. A atual revolução global tem por alicerce os rápidos avanços tecnológicos que diminuíram enormemente o custo de criar, buscar e transmitir informação. A capacidade de computação duplicou a cada 18 meses nos últimos 30 anos e, no início do século 21, seu custo é um milésimo do que era nos anos 70. Se o preço dos automóveis caísse tão rapidamente como o dos semicondutores, um carro hoje seria comprado por US$ 5.
Na década de 80, as chamadas telefônicas por fio de cobre transmitiam apenas uma página de informação por segundo. Hoje, por meio de finos cabos de fibra ótica é possível transmitir 90 mil volumes num segundo. Em 1980, um gigabyte de dados armazenados ocupava uma sala. Hoje, 200 gigabytes cabem no bolso da sua camisa.
Mais crucial ainda foi a enorme redução do custo de transmissão da informação, que reduz as barreiras ao acesso. À medida que essa capacidade de computação se torna mais barata e os computadores encolhem para o tamanho de smartphones e de outros aparelhos portáteis, os efeitos descentralizadores têm sido imensos. O controle da informação está muito mais distribuído hoje do que há poucas décadas.
Como resultado, a política mundial não é mais esfera exclusiva dos governos. Indivíduos e organizações privadas, incluindo o WikiLeaks, empresas multinacionais, ONGs, terroristas ou movimentos sociais espontâneos têm poder e capacidade para assumir um papel mais direto no cenário global.
Difusão. Com a difusão da informação, as redes informais estão debilitando o monopólio da burocracia tradicional e todos os governos veem-se menos capazes de controlar suas agendas. Hoje, os líderes políticos têm menos liberdade para responder a uma situação de momento e, dessa maneira, precisam se comunicar não apenas com outros governos, mas também com a sociedade civil.
No entanto, seria um erro colocar toda ênfase nas lições que as revoluções árabes nos ensinaram sobre tecnologia da informação e poder. Embora, em princípio, essa revolução tenha conseguido reduzir o poder de grandes Estados e aumentar a força de Estados menores e de atores não estatais, política e poder são mais complexos do que o determinismo tecnológico supõe.
Na metade do século 20, as pessoas temiam que os computadores e os novos meios de comunicação criassem um tipo de controle governamental central, como o retratado no livro 1984, de George Orwell. De fato, governos autoritários na China, na Arábia Saudita e em outros lugares usam as novas tecnologias para tentar controlar a informação.
Ironicamente para os utopistas da cibernética, os caminhos eletrônicos criados pelas redes sociais, como Twitter e Facebook, às vezes, tornam o trabalho da polícia secreta mais fácil. Depois dos constrangimentos envolvendo o Twitter, em 2009, o governo iraniano conseguiu abafar o "movimento verde" em 2010.
Da mesma maneira, a "grande blindagem da China" está longe de ser perfeita. O governo chinês conseguiu, até agora, enfrentar a situação, mesmo que a internet tenha se desenvolvido no país. Em outras palavras, alguns aspectos dessa revolução da informação ajudam os pequenos, mas outros ajudam os já grandes e poderosos.
Tamanho ainda é importante. Embora um hacker e um governo possam criar informação e explorar a internet, os grandes governos, para muitos objetivos, podem utilizar dezenas de milhares de pessoas treinadas e ter uma enorme capacidade de computação para desbloquear códigos ou invadir outras organizações.
Novas informações. Da mesma maneira, apesar de a difusão da informação existente hoje ser barata, a reunião e a produção de novas informações, com frequência, exigem grandes investimentos e, em muitas situações competitivas, essas novas informações têm muita importância. A reunião de informações secretas é um bom exemplo e o complexo vírus chamado de Stuxnet, que tirou de operação centrífugas nucleares iranianas, parece ter sido criação de um governo.
Governos e grandes Estados ainda possuem mais recursos do que os atores privados com acesso à informação, mas o campo hoje está mais povoado. Quem vencerá e quem perderá? Serão necessárias décadas para respondermos a essas perguntas. Como os acontecimentos no Egito e em outros lugares mostraram, mal começamos a compreender os efeitos da revolução da informação sobre o poder no século atual. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO
* É EX-SECRETÁRIO ADJUNTO DA DEFESA DOS EUA, PROFESSOR EM HARVARD E AUTOR DO LIVRO 'SOFT POWER: THE MEANS TO SUCESS IN WORLD POLITICS
15 de fevereiro de 2013 | 2h 02
Joseph Nye - Project Syndicate - O Estado de S.Paulo.

Data de acesso:16/04/2013